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Dúvidas em Oftalmologia

conversando com o oftalmologista…

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descolamento de retina

A catarata pode se tornar irreversível?

“Olá!
Minha mãe foi fazer o mapeamento de retina para posteriormente realizar a operação de catarata, mas o médico não conseguiu fazer o mapeamento devido ao avanço da doença e devolveu o dinheiro.

O que isso significa? A catarata se tornou irreversível?”

Não sei se entendi bem. Mas são duas as possibilidades.

Ou o retinólogo não conseguiu mapear a retina devido à densidade da catarata mas, ainda assim a alternativa seria uma ultrassonografia ocular que ajudaria a avaliar se a redução da acuidade visual no caso da sua mãe se deve (além da catarata) a uma alteração retiniana importante. Alguns achados retinianos podem fazer com que a cirurgia de catarata não tenha o sucesso esperado. E, nesse caso seriam discutidas as possibilidades, prós e contras do procedimento, com o paciente e seus familiares.

Ou a segunda possibilidade é ele não ter conseguido realizar o exame por conta de um descolamento de retina total ou hemorragia vítrea importante impedindo a visualização da retina. Você mencionou “o avanço da doença” mas talvez esse termo tenha sido usado por conta de possiveis alterações vítreo-retinianas presentes (em presença de doença diabética ou hipertensiva descompensadas, por exemplo) e não propriamente por causa da catarata.

Com o avanço tecnológico (equipamentos e técnicas cirúrgicas) de hoje em dia, a “cegueira” devido à catarata é totalmente reversível, caso o único problema seja a própria opacidade cristaliniana.

Na catarata mais densa, apesar da maior dificuldade e maior tempo cirúrgico, devidos à dureza maior do núcleo do cristalino e da necessidade de uma incisão de maior tamanho e talvez alguns “pontos”… o prognostico pós-operatório pode ser muito bom!.

Claro que o tempo encurtado de cirurgia (numa catarata menos densa) se traduz em menor reação inflamatória no pós-operatório imediato (e tardio). Mas os anti-inflamatórios hormonais (corticoides) são utilizados em todas as cirurgias com a finalidade de minimizar a resposta do organismo à “agressão” cirúrgica. O tempo que levará para a retirada desse medicamento é que pode ser diferente, caso a caso, e vai depender do grau de dificuldade intra-operatória (maior nas cataratas mais densas, por exemplo).

A recuperação funcional de um paciente com deficiência visual importante após ser submetido à facectomia (cirurgia de catarata) é uma das vivências mais gratificantes para um oftalmologista! Converse com o médico da sua mãe, fale de sua apreensão e tenho certeza de que se entenderão.

Mais do que isso, você estará mais confiante e poderá ajudá-la a ter uma qualidade de vida bem melhor nos próximos anos!

Abs,

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Descolamento de retina…dúvidas,ainda!

Comentário de uma internauta:

“Via moscas há muito tempo, mas comecei a ver flashes também, o que me preocupou. Então fui e fiz mapeamento de retina e o médico disse que tenho dpv. Mas estou com medo.Quais as chances do DPV causar um descolamento de retina?Tenho rinite alérgica (espirro muito) isso pode causar um descolamento de retina(por causa dos espirros)?”

O esforço físico excessivo, o movimento de vaivém da cabeça e/ou dos olhos (como no senso comum sobre leitura em movimento),a tosse persistente e convulsiva ou mesmo crises seguidas de espirros na verdade podem sim contribuir para o DR, quando existe previamente alteração retiniana (degeneração de risco, rotura retiniana ou tração vitreo-retiniana importante).

Como todas as outras patologias em Medicina,ele (DPV) é apenas um fator de risco a mais para determinado desfecho negativo,nesse caso, o DR (descolamento de retina).Um fator isolado. Mas alguns têm, além do DPV,degenerações perifericas de risco para DR. Nesse caso somam-se dois fatores de risco: então a probabilidade é maior. Mesmo assim não significa dizer que certamente terão DR.

Nós, indivíduos,médicos ou leigos,não temos controle de tudo!Investimos na prevenção de acordo com as possibilidades e probabilidades (estatisticamente determinadas). Mas ainda assim,todos os dias nos deparamos com exceções.Devemos viver de forma saudável (exercicios, boa alimentação,estabilidade emocional,lazer eficiente),fazer exames de rotina, evitar fatores de risco conhecidos para eventuais pontos frágeis que conhecemos antecipadamente,como o DPV,neste caso…e seguir confiantes de que fizemos a nossa parte.

Havendo algum acidente de percurso, ele será resolvido da melhor forma possivel com ajuda médica.

Não fique tensa a respeito. Não vale a pena…A ansiedade e o estresse desencadeiam eventos organicos que pioram qualquer prognostico devido a indução de alterações bioquimicas (incomuns e não conhecidas em sua totalidade)que podem de alguma forma interferir em toda reação e ação organica.

Por isso se diz que o estresse piora ou é o agente responsável pela maior parte das doenças!

Um outro internauta perguntou:

“Fiz uma intervenção a lazer para eliminar alguns rasgos na retina.Atualmente só tenho moscas volantes no olho direito. E meu médico diz que é normal em pessoas com alta miopia como eu. Gostaria de saber se posso continuar a fazer exercícios de musculação? Agora que já se passaram 2 meses da intervenção.

Meu trabalho exige que faça cerca de 2h a 3h de exercício por dia. Será que o exercício físico causa descolamento do vitreo posterior?
Estou algo confuso porque um dos médicos disse que posso continuar a fazer exercício com pesos, enquanto outro médico não foi dessa opinião”.

A alta miopia é fator de risco importante para as degenerações periféricas retinianas e consequentemente exige maior cuidado em relação à prevenção do DR (descolamento de retina).O segmento posterior nos olhos miopes é anatomica e histologicamente diferente do padrão e antecipa a desorganização vitrea e o DPV. A avaliação retiniana periódica é necessária, principalmente após episódio prévio de roturas retinianas.

A alta miopia não sela o diagnóstico futuro de DR; e com certeza individuos não míopes não estão livres de ter um descolamento de retina.Mas como já disse, em Medicina o dado estatístico existe para nos ajudar a melhorar o cuidado para com o paciente e nos anteciparmos à doença.

Se sabemos da maior incidencia de DR nos altos míopes é valida a orientação no sentido de avaliações da periferia retiniana sempre e tão logo surjam sintomas e ainda (na ausência de sintomas) de acordo com a periodicidade sugerida pelo retinologo que acompanha cada caso!

Quanto ao esforço físico e às várias atividades diárias de cada um de nós, vale o bom senso. Nada de esportes radicais (que envolvam risco de trauma ocular) para os alto míopes. Fora isso, os riscos inerentes a cada situação devem ser avaliados. O exercício físico com peso, se não significar movimentação brusca da cabeça e manobra de valsalva pode ser feito.
A manobra de valsalva deve ser evitada nesses casos de risco para DR.Mas a maioria das pessoas a utiliza ao pegar bastante peso.Não é necessário, mas é quase automático o seu uso.

Descolamento de retina…dúvidas

“Fiz uma cirurgia de DR e até o ocorrido não conhecia este problema. De repente a sensação era como se tivesse um véu cobrindo a visão e fiquei praticamente sete dias sem enxergar parcialmente do olho direito. Foi então que um oftalmologista fez o diagnostico de DR, e pediu para eu procurar um cirurgião o mais rápido possível , se não perderia a visão.Acabei fazendo a cirurgia com gás. Tenho 40 anos e nunca tive nenhum sintoma. Não tenho nenhum caso na família de DR, não tenho pressão alta, diabetes, não tomo nenhum medicamento e também não sofri nenhum acidente. Como pode ter ocorrido este problema? Nenhum oftalmologista pediu que eu fizesse mapeamento de retina, antes de acontecer o DR. Agora estou em fase de recuperação mas a visão está turva. Tenho medo de não voltar a ver como antes. Sou míope de 3 dioptrias. Vou poder usar lentes de contato novamente?”

O descolamento de retina não acontece apenas em altos míopes ou indivíduos com historia familiar (DR). Qualquer um de nós pode vir a ter uma sequencia de eventos que leve ao DR. Além das degenerações de risco para DR (que podemos ter e não saber, por não serem sintomáticas), qualquer fator, inflamatório ou infeccioso,local ou sistêmico, além do trauma por si só pode desestabilizar a relação vitreo-retiniana, levar à tração e rotura. A partir dai surgem os sintomas e, se não são percebidos de imediato, a turvação visual pode ser o único fator que leve o individuo ao oftalmologista.

Neste momento, provavelmente a terapia com laser já não é viável e a cirurgia é mandatória. O tempo que a retina ficou descolada do seu leito, alem da localização do DR são fatores preditivos da visão final do paciente. Se a lesão é mais periférica e/ou o tempo de descolamento é mais curto, a probabilidade de restauração funcional boa (alem da recuperação anatômica, claro) é maior!

A avaliação da retina periférica (para estratificação de risco de cada individuo em relação ao DR) deve ser feita pelo menos a primeira vez após os 35-40 anos, caso não exista historia familiar de DR. Em altos míopes esta avaliação deve ser bem mais precoce!

Quanto às lentes de contato, não há contra-indicação formal para o seu uso. Apenas lembrar que se a retina for muito friável, se existirem degenerações de risco que devam ser acompanhadas de perto, o menor trauma deve ser evitado. Não coçar os olhos e evitar situações de risco como prática de esportes com bola e outros.

Isso no olho não operado (que deverá ser avaliado quanto a presença de degenerações de risco para DR). O olho operado (DR) pode ter tido alguns parâmetros anatômicos e fisiológicos (pálpebra e superfície ocular) alterados (por conta da cirurgia) e em consequencia,o conforto da LC pode não ser mais o mesmo.

Caso isso ocorra o uso das lentes deve ser limitado a situações especiais.

Leia mais a respeito de prevenção do descolamento de retina em http://www.elizabethnavarrete.com

Olho único…o que fazer quando se tem fotopsia?

 

“Tenho 29 anos e já tenho uma visão perdida por causa de um acidente. De duas semanas para cá venho tendo fotopsia no canto do olho esquerdo ( o bom).  Fui correndo ao oftalmologista e ele me disse que provavelmente eu teria um DR. Mandou eu fazer um exame de mapeamento de retina e os resultados foram: Meios transparentes : OD com opacidades vítreas e em OE meios transparente, olho fácico, sem condensações ou hemorragias vítreas.
Papila: em OD não visualizada por opacidade vítrea difusa e emOE escavação fisiológica,rima preservada , ausência de zonas alfa e beta. Vasos : Em OD não visualizados por opacidade vítrea difusa; em OE vasos de calibre normal, trajeto sem alterações dignas de nota , relação a-v mantida. Retina: OD presença de retina deslocada ?? (mal visualizada por opacidade vitrea difusa). Em OE retina aplicada nos 360graus, com textura e coloração normais, sem degenerações periféricas dignas de nota. Mácula: OD: não visualizado por opacidade vítrea difusa.Em OE brilho e reflexo compatíveis com a idade.
Conclusão: Exame compatível com a normalidade em OE e opacidade vitrea difusa em OD. O médico disse que a medicina  hoje não tem tratamento para isso, e disse que eu teria que me acostumar. E só deveria retornar se houvesse alteração do sintoma e/ou aumento da fotopsia ou ainda se a visão ficasse embaçada. Não receitou nada. Estou sentindo algumas pontadas no olho e queria saber se devo voltar à consulta”.

 

 

A fotopsia ( percepção de clarões de luz) de causa oftalmológica é resultado de tração vítreo-retiniana. O que não necessariamente significa presença de degeneração periférica retiniana de risco para descolamento de retina. Uma vez descolado o vítreo posterior, alguns pontos de tração podem se formar e ser responsáveis pela percepção de luz à movimentação dos olhos. E nem sempre a tração evolui para rotura retiniana, ou seja, há necessidade de monitorização sim, mas de acordo com novos sintomas ou com a periodicidade indicada, conforme seu oftalmologista orientou.

Eu mesma continuo tendo fotopsia apesar de ter uma rotura já tratada com laser, bem cercada e sem nenhuma outra lesão de risco para DR.

Quanto ao descolamento de retina antigo (pelo acidente), infelizmente ainda não podemos oferecer nenhuma perspectiva animadora. Como a retina é uma “extensão do tecido nervoso”, se comporta como tal: ainda não se conhece como viabilizar a neuro-regeneração. A retina,depois de algum tempo fora do seu leito natural (onde recebe nutrição/oxigenação através da coróide, bastante vascularizada), mesmo que seja reposicionada, já não apresenta vitalidade. Não funciona mais como interface de ligação entre o olho e o cérebro.

A boa noticia é que como o DR foi secundário a traumatismo e não devido a presença de degeneração retiniana de risco, o outro olho (contralateral) deve ser monitorizado sim (afinal ele vale por dois, não é mesmo?), mas não deve ser motivo de estresse crônico para você. Com ausência de degenerações periféricas no mapeamento de retina (MR), o risco de acontecer o mesmo com o olho que enxerga é bem menor do que nos indivíduos que apresentam alterações retinianas (MR) prévias.

De qualquer forma, cuide bem da sua visão. A orientação quanto à prevenção de acidentes domésticos e de trabalho deve ser rotineira, principalmente em indivíduos monoculares.

 

Abs,

Gravidez, moscas volantes e pontos brilhantes…

“Estou tendo alguns sintomas estranhos relacionados a minha visão que têm me deixado muito preocupada.Há 3 meses comecei a ver pequenas moscas volantes no meu campo de visão, não dei muita importância, porém, após 1 mês essas moscas aumentaram e procurei um oftalmo. Fiz um mapeamento de retina que não acusou nada. Não bastassem as moscas, passei a ver, quando olho para um céu cinza ou cenário claro “veias” como quando dilatamos a pupila, mas estas não são móveis parecem apenas acender e apagar. Muito estranho; também vejo milhares de pontos brilhantes ao olhar para o céu, estes pontos parecem vir em minha direção, são muitos mesmo e parecem dar “piruetas” no ar. Seria cômico se não fosse trágico! Estou muito triste com isso. Tenho medo de perder minha visão. Estou grávida de 6 meses, porém minha pressão é normal. Fiz exame de toxoplasmose, que também não acusou nada.

Seria algum problema grave? Estes são sintomas de descolamento de retina?”

Você disse que o mapeamento de retina estava normal. A referência de normalidade pode significar ausência de rotura retiniana ou degeneração periférica de risco para descolamento de retina (ótima noticia!).

Mas não fez referencia a DPV (descolamento posterior de vítreo),nem alteração de transparência do corpo vítreo ou presença de corpúsculos brilhantes na cavidade vitrea que pudessem ser responsáveis pelos sintomas.

A hipertensão arterial pode causar escotomas cintilantes. Mas isso você já sabia e descartou a possibilidade, conforme relato. Como o comentário está com grande atraso e você estava grávida de 6 meses na época, espero que esta opção tenha realmente sido afastada. A toxoplasmose ou qualquer outra retinocoroidite (uveite posterior/ uveite intermediaria) mostraria sinais vítreo-retinianos que voce não tem (o mapeamento descartou).

Você não refere se as “percepções visuais atípicas” são bilaterais ou estão presentes em apenas um dos olhos. Sendo bilaterais podem significar estimulação cortical. Se o exame oftalmológico não aponta nenhum fator causal, uma visita ao neurologista ou mesmo ao neuro-oftalmologista pode ajudar.

Consulte novamente seu oftalmologista, converse sobre suas dúvidas e apreensões. Tenho certeza de que ele será de grande ajuda!

Abs,

Tratamento de descolamento de retina e desfecho negativo…e agora?

Post em resposta a dúvida de internauta (email enviado para duvidasemoftalmologia@gmail.com):

Resumindo, meu marido fez a cirurgia para descolamento de retina,mas na consulta de retorno após uma semana,foi constatado que a retina ainda estava descolada. Após mais duas cirurgias e posteriormente uma cirurgia de catarata ele perdeu a visão desse olho. Já passamos por seis retinologos renomados e respeitados por seus excelentes trabalhos porem nenhum quer acompanhar o nosso caso…

O especialista em retina faz diagnósticos e sugere tratamento, quando ele é necessário e possível. Se a retina do paciente está colada, se a catarata (secundarismo da cirurgia de descolamento de retina)já foi operada, se não existe nenhum outro procedimento oftalmológico a ser realizado que possa mudar a acuidade visual final então os retinologos consultados não têm o que fazer.

Em todas as matérias que leio vejo que a visão não volta como era antes e às vezes nem volta.

Você tem razão. O que você leu corresponde à realidade. Os procedimentos cirúrgicos para tratamento do descolamento de retina têm dois objetivos principais: o primeiro, a restauração da anatomia retiniana (reposicionamento da retina em seu leito natural) e o segundo ,que é a melhora da acuidade visual que vai depender do tempo que a retina ficou descolada, do tipo de lesão primária e do sucesso da reposição anatomica da retina. O sucesso da primeira abordagem (reposição da retina em sitio anatômico) não necessariamente conduz ao sucesso funcional, ou seja, visual (segundo objetivo).

Alguem pode me ajudar ?

Às vezes existe ruído de comunicação entre médico e paciente. E a culpa, na maioria das vezes não é de um nem de outro.A maior dificuldade está em informar ao paciente da irreversibilidade da sua condição; e receber a noticia também. São várias as fases do processo de conseguir sobreviver à perda visual, mesmo unilateral: a negação e o luto/depressão são duas fases importantes. E o individuo precisa de tempo para vivenciar a perda da forma menos negativa e traumática possivel. Os dois lados (médico e paciente) não se sentem confortáveis e a comunicação se perde: o uso do jargão médico e a dificuldade de lidar com a dor do paciente pesam no caso do médico; e a dificuldade de entender (e/ou aceitar) por parte do paciente. Ambas as situações alteram a comunicação entre eles. Se vários especialistas já foram ouvidos, não sei a que atribuir a dificuldade aqui colocada.

O que pode ter causado este descolamento da retina?

Ele, DR,não aconteceu do nada. Já existia algum tipo de acometimento da retina periférica (degeneração de risco para DR) ou alguma tração vítrea provocada por infecção ocular antiga ou recente, mesmo assintomática. Por isso devemos fazer rotineiramente exame oftalmológico e, em alguns casos, seja por queixas visuais inespecíficas (às vezes não mencionadas pelos pacientes, a não ser quando questionados a respeito) o mapeamento de retina complementa a consulta para confirmar a ausência de risco oftalmológico imediato, principalmente em indivíduos que costumam praticar esportes de risco (luta, esportes radicais,etc).

O movimento de levantar e abaixar pode ter causado isso ?

Como coadjuvante sim, mas apenas se já havia lesão de risco para descolamento de retina. Sinais e sintomas prévios mais comuns são: sensação de moscas volantes, teias de aranha no campo visual, “pontos luminosos ou flashes na visão” principalmente no escuro, entre outros. Para evitar traumas agudos à retina devemos fazer exames anuais ou em intervalo inferior caso surjam sintomas de qualquer natureza.

Meu marido tem 35 anos, não esta enxergando e está sem emprego…

Quanto ao aspecto trabalhista, superficialmente abordado por você, o foro deve ser outro: a vara de direito trabalhista. Apesar de ter que lidar, infelizmente, com a perda da visão que acontece quando falham as tentativas de sucesso terapêutico, nós médicos não conhecemos em profundidade a ajuda cabível aos pacientes que passam a apresentar déficit visual. Mas creio que o termo é válido apenas em caso de baixa ou baixíssima visão nos dois olhos e não no caso de monocularidade. De qualquer forma a reabilitação visual é possível para minimizar efeitos negativos da perda da visão de profundidade (estereopsia),por ser agora monocular. E a readaptação funcional visa adestrar o individuo possibilitando o desenvolvimento de novas habilidades, muitas vezes na mesma área de trabalho de antes da doença.

Espero ter ajudado.

Abs,

As moscas volantes e os clarões me causam pânico…não consigo ter uma vida normal!

“Desde criança vejo “moscas volantes”, mas de uns dois anos pra cá elas aumentaram muito em numero, e isso ocorre em ambos os olhos! No momento estou muito nervosa, porque vejo clarões nos cantos dos olhos quando aperto o meu globo ocular, ou quando abaixo a cabeça. O ultimo exame oftalmológico que fiz foi ha um ano, e o medico realizou um mapeamento de retina, no qual não foi constatado nada!
Não consigo ter uma vida normal, pois essas sensações me causam enorme pânico!”

Você deve ter lido (se não o fez eu recomendo que leia) os outros posts sobre moscas volantes e flashes no meu outro blog

No consultório, nós oftalmologistas talvez não tenhamos a dimensão exata das dúvidas a respeito e do desconforto e apreensão que causam as moscas volantes e os flashes no publico leigo! As estatísticas do blog mostram que nos vários mecanismos de busca (internet) foram usadas as palavras “moscas volantes” “manchas na visão” e “flashes” ou “clarões” ou “raios luminosos” para pesquisar as queixas mais comuns referentes aos olhos!

Então você e eu não estamos sozinhas! Uma imensidão de pessoas sofre do mesmo mal…

O que as distingue é a informação (que acalma), o controle da ansiedade (nem sempre fácil) e a segurança de um bom acompanhamento por retinólogo com quem desenvolva uma excelente relação profissional (ajuda muito!).

Como disse num comentário a outra internauta:

“Os flashes significam tração retiniana. O DPV parcial pode significar em algumas pessoas tração intermitente. A tração desacompanhada de rotura retiniana ou degeneração periférica retiniana de risco para o descolamento de retina(DR) tem um valor preditivo de desfecho negativo (DR) muito baixo para preocupar você. Até porque não há nada a ser feito além da monitorização através de mapeamentos de retina periódicos. E de preferência por retinologo com quem você mantenha uma relação médico-paciente de excelente qualidade, que permita maior credibilidade da sua parte. A confiança é fator fundamental no tratamento seja qual for a especialidade médica.

Quanto às moscas volantes e o aprendizado cerebral em relação a elas…sei que pode ser muito difícil! Um dos posts no blog citado acima é um relato pessoal da dificuldade em conviver com o resultado de um DPV parcial. Mas, novamente, aqui também não há muito a ser feito (infelizmente). A convivência mais dia ou menos dia terá que ser menos dolorosa e incômoda porque como se diz… ”faz parte!”. Pense que “poderia ser pior!”

Se ainda tiver dúvidas estou à sua disposição.

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